O Psicólogo, a Psicologia e a Saúde

O psicólogo nas Unidades Básicas de Saúde: desafios para a formação e atuação profissionais.

Resumo: Este trabalho tem como objetivo refletir acerca do trabalho realizado pelos psicólogos nas Unidades Básicas de Saúde (UBS). Para tanto, vamos procurar entender o processo de entrada e os principais fatores que favoreceram sua inserção nessas instituições. Por fim, focalizamos a própria formação acadêmica do psicólogo - os modelos teóricos e práticos que orientam sua atuação profissional - e suas conseqüências em termos das práticas psicológicas no serviço público de saúde.
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Programa de Saúde da Família e qualidade de vida: um olhar da Psicologia

Referenciado no atual modelo de reorganização do sistema de saúde pública do Brasil, esse trabalho objetiva demonstrar alguns dos impactos da proposta do Programa de Saúde da Família (PSF) na qualidade de vida e na saúde da população. Sob o ponto de vista da observação participante, são descritas as atividades promovidas pelo PSF de um município de Minas Gerais, a partir das quais observou-se que a participação popular, a multidimensionalidade das ações, o incentivo à autonomia e a contextualização e humanização do atendimento possibilitaram melhorias nas condições de vida da comunidade alvo. Verificou-se a congruência entre tais intervenções e os princípios orientadores da atenção básica desse novo modelo de saúde, destacando-se também elementos que contribuem para a promoção da saúde e a elevação dos níveis de qualidade de vida dessa comunidade. A partir do relato dessa experiência é apresentada uma proposta de inserção do profissional de psicologia no PSF.
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A cultura profissional do psicólogo e o ideário individualista: implicações para a prática no campo da assistência pública à saúde

Resumo: Objetiva-se refletir acerca de alguns elementos que definem a cultura profissional do psicólogo no Brasil, bem como nos seus efeitos sobre as práticas realizadas nas instituições públicasde saúde. O “sujeito psicológico”, modelo de subjetividade pregnante entre os psicólogos, é um desses elementos definidores da sua cultura profissional, representação desenvolvida a partir do ideário individualista e da difusão dos saberes “psi” na nossa sociedade. A hegemonia dessa concepção de subjetividade tem conseqüências importantes para as práticas realizadas nas instituições públicas de saúde, entre as quais destacam-se: conflito entre as representações de saúde/doença entre usuários e profissionais; baixa eficácia das terapêuticas e alto índice de abandono dos tratamentos; seleção e hierarquização da clientela. Por outro lado, configura-se enquanto obstáculo à criação de uma “cultura avaliadora” entre os profissionais e à construção de instrumentos que permitam ao psicólogo avaliar continuamente o funcionamento dos serviços e práticas nas instituições públicas de saúde.
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Paradigmas em Psicologia: Compreensões acerca da saúde e dos estudos epidemiológicos.

Resumo: O presente artigo tem como objetivo investigar de que forma a saúde é entendida pelos diferentes paradigmas em psicologia e como são avaliados os estudos epidemiológicos. Para tanto, entrevistou-se sete pesquisadores e profissionais da área da psicologia do Brasil, Espanha e Argentina, que orientam suas práticas pelos seguintes referenciais teóricos e metodológicos: social-crítico, clínico (enfoque psicodinâmico e cognitivo-comportamental), ecológico-contextual e comunitário. A partir dos dados obtidos na investigação empírica observou-se que há uma diversidade de compreensões do conceito de saúde. O conceito de saúde apresentado pelos diferentes paradigmas está relacionados à elementos como a concepção de homem, mundo, realidade, influência do contexto social e possibilidade de mudança. Em relação aos estudos epidemiológicos nota-se que alguns participantes voltam-se a uma descrição superficial e ampla, vinculada à
concepção médica do conceito de epidemiologia; outros ressaltam a relevância de se considerar os contextos em que são realizados estes estudos. Apenas no um participante mencionou o papel da epidemiologia especificamente para psicologia. Concluímos que é de fundamental importância que o profissional da saúde tenha consciência do paradigma que orienta sua prática para poder avaliar as conseqüências de sua atuação como profissional e cidadão.

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Psicologia e saúde: desafios atuais (Texto de Fernando González Rey)

Resumo: Este artigo apresenta e discute diferentes desafios que a psicologia tem que enfrentar em seus estudos sobre assuntos relacionados com a saúde, que, sobre o ponto de vista do autor, são impossíveis de desenvolver com os estudos atuais sobre saúde e psicologia clínica. O autor enfatiza desafios concretos: o primeiro que é colocado está relacionado com a elaboração teórica do conceito de saúde, que tem sido praticamente ignorado na literatura psicológica, a qual tem se centrado no problema da doença. Neste sentido, o autor propõe abandonar a definição de saúde em termos de normalidade, equilíbrio ou ausência de sintomas. Para este propósito, o autor utiliza o conceito de distress e o explica com diferente enquadramento teórico, levando em conta sua complexa constituição subjetiva e social no curso da vida do sujeito. O outro desafio coloca a necessidade de incluir o problema da saúde entre outros já desenvolvidos pelas psicologias social e educacional, enfatizando a importância de um estudo intradisciplinar do problema da saúde em psicologia.
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Psicologia da Saúde: extensão de serviços à comunidade, ensino e pesquisa.

Resumo: O trabalho de psicólogos na área da saúde vem se desenvolvendo de forma crescente. O objetivo deste relato é descrever o desenvolvimento e estágio atual do Serviço de Psicologia do Hospital de Base da FAMERP, iniciado em 1981 com a contratação de uma psicóloga para atuar na enfermaria de Pediatria. Atualmente, o hospital conta com 40 psicólogos (docentes, contratados e aprimorandos) desenvolvendo atividades de extensão de serviços à comunidade, ensino e pesquisa em Psicologia da Saúde. A atuação abrange os níveis primário, secundário e terciário de atendimento e é realizada no ambulatório, no hospital, em Centro de Saúde Escola e na comunidade, principalmente em equipes interdisciplinares. O ensino envolve aulas para os cursos de graduação em medicina e enfermagem, estágio para alunos de psicologia, um Programa de Aprimoramento em Psicologia da Saúde, Cursos de Extensão, de Especialização e docência e orientação no Programa de Pós-Graduação em Ciências da Saúde (mestrado e doutorado) da FAMERP. As pesquisas visam principalmente o estudo das relações entre comportamento e saúde, abordando temas como promoção da saúde, prevenção e auxílio no tratamento e manejo de doenças. Embora a área esteja em expansão, é preciso pensar que a manutenção da credibilidade e do espaço conquistado dependem de uma sólida formação profissional, de um desempenho ético e do desenvolvimento de pesquisas na área.

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